Início das mobilizações

Neste domingo entra em vigor o período de mobilização eleitoral para as Eleições 2026. A partir dessa data, candidatos e candidatas ganham permissão para realizar atividades nas ruas, incluindo carreatas, passeatas e distribuição de material de campanha. Essas ações ocorrem entre 8h e 22h, conforme determina a legislação vigente.

Além das atividades presenciais, a campanha também avança no ambiente digital. Propagandas veiculadas na internet e anúncios pagos em jornais estão liberados desde o início do período eleitoral, expandindo o alcance das mensagens dos concorrentes.

Cronograma e restrições

O calendário estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pela Lei das Eleições delimita claramente quando cada tipo de atividade pode ocorrer. Comícios têm horário expandido, funcionando entre 8h e meia-noite até 1º de outubro. Já as campanhas na rua e propagandas digitais continuam até 3 de outubro, véspera do primeiro turno.

A programação gratuita de campanha no rádio e televisão segue calendário distinto, iniciando em 28 de agosto e encerrando no mesmo dia que as demais atividades de campanha.

Há ainda restrições geográficas importantes. Todas as mobilizações devem manter afastamento mínimo de 200 metros das sedes dos poderes Executivo e Legislativo. A mesma distância vale para tribunais, quarteis militares, hospitais, escolas e igrejas, limitando onde as campanhas podem se instalar.

Votação em dois turnos

O processo eleitoral está dividido em dois momentos. No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, os eleitores escolherão deputados federais, estaduais e distritais, além de governadores, senadores e presidente da República.

Um segundo turno está previsto para 25 de outubro, podendo ocorrer nas disputas para governador e presidente, caso nenhum candidato atinja mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, desconsiderando votos em branco ou nulo.

A disputa presidencial contará com 13 candidatos registrados: Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pablo Marçal (PRTB), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata).

O calendário de 2026 consolida o modelo de eleição em dois turnos para cargos executivos, mecanismo que exige maior densidade de votos para que candidatos sejam eleitos no primeiro momento. O sistema permite que eleitores avaliem o desempenho geral do pleito antes de retornarem às urnas, caso necessário.

Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.