Estreia com resultado neutro

O Brasil iniciou sua campanha rumo ao sexto título mundial com um tropeço no sábado, cedendo um empate para Marrocos. A partida, realizada no MetLife Stadium em Nova Jersey, terminou em 1 a 1 e marcou o duelo de abertura da chave C, que também integra Haiti e Escócia.

O confronto se mostrou mais desafiador do que o esperado em termos de resultado. Com a seleção canarinha ocupando a sexta posição no ranking da Fifa, seus adversários não ficavam longe na lista — e traziam bagagem recente de uma semifinal do Mundial do Catar em seu histórico recente.

Domínio inicial marroquino

Os africanos começaram imponentes, ditando o ritmo das ações e mantendo o Brasil sob pressão desde os minutos iniciais. Marrocos ocupava de forma ostensiva a metade ofensiva, dificultando a saída de bola da equipe de Carlo Ancelotti. Os nervosismos nos passes abundaram, e os erros se multiplicavam no time brasileiro. Aos 15 minutos, os Leões do Atlas já somavam seis finalizações — ainda que sem maior risco — e controlavam mais da metade da posse de bola.

O gol da vantagem marroquina chegou aos 20 minutos após falha brasileira. Bilal El Khannous interceptou Lucas Paquetá, que não conseguiu controlar um passe forte de Ibañez, iniciando um contra-ataque rápido. Brahim Diaz conduziu a jogada pelo meio e serviu Ismael Saibari, que superou a dupla defensiva pelo lado e finalizou com cobertura sobre Alisson.

Após sofrer o gol, o Brasil ficou ainda mais retraído e fragmente. A marcação se mostrou lenta e desorganizada, permitindo que Marrocos aumentasse a pressão. A situação piorou quando Ibañez e Casemiro receberam amarelos, ficando à beira da expulsão.

Vinícius Júnior recoloca em jogo

A qualidade individual abrasileira se materializou através de Vinícius Júnior. Aos 31 minutos, o atacante recebeu de Bruno Guimarães na área pela esquerda, dribló o meio-campista Neil El Aynaoui e disparou um chute cruzado para empatar a partida. Após o gol, os brasileiros conseguiram se estabilizar. O jogo perdeu intensidade, mas a seleção passou a trocar passes com mais regularidade. Marrocos não abandonou sua postura ofensiva, porém sem a mesma agressividade anterior. A melhor oportunidade do restante do tempo foi um voleio de Lucas Paquetá, após cruzamento de Douglas Santos pela direita, que Yassine Bono conseguiu defender.

Ajustes ofensivos na volta

Na volta para o segundo tempo, Ancelotti removeu os jogadores amarelados — Ibañez e Casemiro — para a entrada de Danilo e Fabinho. O Brasil retornou mais incisivo, reduzindo espaços e buscando construir jogadas ofensivas com maior frequência. Aos seis minutos da etapa final, Igor Thiago recebeu na área após cobrança de lateral rápida pela esquerda e finalizou forte, com Bono fazendo uma defesa apressada.

Apesar de melhorias táticas e melhora no volume ofensivo, a seleção não conseguiu converter a dominância em um resultado positivo. O jogo manteve equilíbrio na reta final, refletindo a equivalência técnica das duas equipes. O empate deixa o Brasil na obrigação de vencer suas próximas partidas para garantir a classificação no grupo.

Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.