Inglaterra domina e fica com o pódio

A disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026 rendeu um espetáculo ofensivo entre Inglaterra e França em Miami. Os ingleses impuseram superioridade desde o primeiro tempo e conquistaram a terceira colocação com placar elástico de 6 a 4, em confronto que marcou presença nos registros históricos do torneio.

O total de dez gols estabeleceu novo recorde para jogos dessa natureza. A marca anterior pertencia à França, que havia aplicado 6 a 3 contra a Alemanha em 1958, também nos Estados Unidos. A supremacia inglesa no primeiro tempo foi avassaladora: os donos da casa abriram vantagem de 4 a 0, criando expectativa de se aproximarem da maior goleada de terceiro lugar, conseguida pela Suécia ao vencer a Bulgária 6 a 0, em 1994.

O segundo tempo, porém, trouxe transformação dramática. Os franceses despertaram e marcaram seis gols, quase conseguindo o improvável empate. A reação desesperada manteve o público em pé até o apito final, convertendo o que costuma ser uma partida protocolar em verdadeiro festival de gols.

Mbappé faz história pessoal ao superar Messi

Se a seleção francesa não levou a melhor no placar coletivo, o seu destaque individual conquistou um feito pessoal memorável. Kylian Mbappé balançou a rede duas vezes e chegou a 22 gols em suas três participações em Copas do Mundo, ultrapassando Lionel Messi como máximo artilheiro da história do evento. O argentino tinha 21 gols e ainda terá a chance de recuperar a liderança na final de domingo, contra a Espanha, em Nova Jersey.

Com dez tentos apenas nesta edição, Mbappé consolidou seu domínio na artilharia do torneio atual. A perseguição pessoal pelo recorde histórico adiciona drama à partida decisiva que fechará a Copa.

Rodízio estratégico e diferenças de abordagem

Ambas as seleções optaram por modificações profundas em suas escalações para o confronto pelo terceiro lugar. A Inglaterra manteve apenas quatro titulares da semifinal perdida contra a Argentina: o zagueiro Marc Guehi, o lateral-direito Djed Spence, o volante Declan Rice e o meia Morgan Rogers. Thomas Tuchel reintroduziu o zagueiro Jarell Quansah, que retornava de suspensão de dois jogos pela expulsão contra o México.

A França também promoveu sete alterações. Didier Deschamps manteve apenas o goleiro Mike Maignan, o volante Adrien Rabiot, o meia Michael Olise e Mbappé. A única mudança por motivo físico ocorreu na zaga, onde Maxence Lacroix substituiu o lesionado Willian Saliba. Enquanto os ingleses aproveitaram a oportunidade para construir uma atuação dominante desde cedo, os franceses demoraram para se encontrar no jogo.

A supremacia inglesa se manifestou logo aos dois minutos, quando Declan Rice aproveitou erro na saída de bola francesa para finalizar de fora da área. Ezri Konsa ampliou aos 17 minutos, com cabeceio após escanteio, e Marcus Rashford completou a enxurrada de gols no primeiro tempo, aproveitando rebote após chute de Bukayo Saka. Os ingleses construíram aquele inicial de 4 a 0 que fazia antever uma goleada ainda maior, mas o futebol reservava reviravoltas para os 45 minutos finais.

O jogo de terceiro lugar tradicionalmente funciona como partida de menor peso competitivo comparada à final, funcionando quase como amistoso oficial. Dessa vez, porém, o encontro entregou um show de competência ofensiva de ambos os lados, especialmente quando a França acordou na segunda etapa. O placar de 6 a 4 permanecerá nos registros como um dos confrontos mais emocionantes dessa fase das Copas do Mundo.

Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.