Competição descontinuada por questões operacionais

A Liga Mundial de Surfe anunciou nesta sexta-feira (4) o cancelamento da etapa que seria disputada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A entidade responsável pelo circuito global da modalidade justificou a medida apontando entraves logísticos, particularmente restrições de voos decorrentes da situação geopolítica entre os EUA e o Irã na região.

A competição havia sido originalmente prevista para outubro, sendo depois transferida para 25 a 29 de novembro, em esforço da organização para mantê-la dentro do calendário anual. Diante da persistência dos obstáculos operacionais, a decisão final foi suspendê-la completamente.

Justificativas e impacto no calendário

Ryan Crosby, diretor-executivo da WSL, comentou sobre a decisão em comunicado oficial. De acordo com ele, “Exploramos todas as opções para manter o Surf Abu Dhabi Pro no calendário deste ano“, mas as circunstâncias impediram prosseguimento. Crosby afirmou que “as condições atuais e as limitações logísticas tornaram impossível seguirmos em frente“, qualificando a escolha como difícil porém necessária. Ele reafirmou o compromisso da entidade com a parceria local e demonstrou esperança de futuro retorno.

Com a exclusão da etapa dos Emirados, o circuito segue reduzido a 12 competições ao longo da temporada. A estrutura competitiva permanece inalterada, mantendo a possibilidade de descartar três resultados durante o período.

Reta final do calendário 2025

Restam quatro etapas para encerramento do circuito mundial. A próxima delas ocorrerá em Trestles, Califórnia, entre 11 e 20 de setembro, e servirá como filtro definidor dos competidores que seguem adiante. Nessa seletiva, serão escolhidos os 22 melhores surfistas da categoria masculina e as 14 atletas que mais se destacaram entre as mulheres.

Esses qualificados avançarão para a pós-temporada, que incluirá duas competições adicionais: uma em Peniche, Portugal, e outra em Cloud 9, nas Filipinas. O encerramento do calendário global acontecerá com a etapa final em Pipeline, Havaí, onde será coroado o campeão mundial, entre 8 e 20 de dezembro.

No ranking masculino atual, o potiguar Ítalo Ferreira mantém a segunda posição, logo após o italiano Fioravanti na liderança. O tricampeão Gabriel Medina, o campeão vigente Yago Dora e o paulista Miguel Pupo completam o top cinco. Na disputa feminina, a brasileira-americana Luana Silva figura em quinto lugar no ranking geral.

O cenário geopolítico dos Emirados Árabes ganhou centralidade recentemente no calendário internacional de eventos esportivos, com diversos competições analisando sua viabilidade operacional dada a escalada de tensões regionais. A decisão da WSL segue tendência observada em outros segmentos do esporte profissional de reavaliação de agendas em zonas de potencial instabilidade logística.

Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.