O Exercício Felino 2026 chega ao fim nesta sexta-feira em Foz do Iguaçu, no Paraná, reunindo cerca de 740 profissionais militares de seis países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O treinamento, que se estende desde o dia 10 de agosto, marca mais uma edição dessa iniciativa que funciona desde 2000.

De acordo com dados do Ministério da Defesa, o efetivo brasileiro representou a maioria dos participantes, com aproximadamente 700 militares. Os demais 38 integrantes vieram de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste. As forças envolvidas incluem a Aeronáutica, Exército e Marinha brasileiros, além das respectivas instituições militares dos parceiros internacionais.

Preparação para cenários de crise

A atividade, conduzida sob coordenação do Ministério da Defesa, propõe simulações de respostas rápidas a situações de instabilidade e confronto armado. O oficial condutor da iniciativa, general Julio Cesar Belaguarda Nagy de Oliveira, descreveu o treinamento como instrumento de preparação militar, fortalecimento da cooperação entre nações e segurança das populações civis.

O escopo das operações abrangeu múltiplos cenários desafiadores: neutralização de explosivos, defesa de não-combatentes, proteção contra ameaças de natureza química, além de temas contemporâneos como novos padrões de conflitualidade, auxílio humanitário a deslocados e estratégias contra violência sexual. O comando militar enfatiza que essas ações potencializam a capacidade de atuação integrada entre nações e consolidam parcerias diplomáticas e de defesa na região.

Recursos mobilizados

A mobilização de recursos foi expressiva durante o período de exercícios. Foram acionadas 119 viaturas distribuídas entre os ramos das Forças Armadas: 22 pertencentes à Marinha, 86 ao Exército e 11 à Força Aérea. Também foram empregadas oito embarcações navais e duas aeronaves do ramo aéreo, demonstrando a complexidade operacional do treinamento.

Atualmente, 71 militares brasileiros se encontram engajados em missões de manutenção de paz sancionadas pela Organização das Nações Unidas, atuando em localidades como Chipre, Colômbia, Líbano, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Saara Ocidental, Somália, Sudão do Sul e região de Abiey. O Exercício Felino funciona como ferramenta preparatória essencial para esse tipo de operação internacional.

A próxima edição do treinamento conjunto está prevista para 2027 e será realizada em Timor-Leste, deslocando-se para o continente asiático. O formato itinerante do exercício reforça o caráter multilateral e colaborativo da iniciativa entre os países lusófonos.

Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.