A federação Renovação Solidária, composta pelo Solidariedade e pelo Partido da Renovação Democrática (PRD), optou pela neutralidade nas eleições presidenciais. Durante convenção realizada na última quarta-feira (5), a agremiação definiu que cada diretório estadual poderá seguir rumo independente nas alianças políticas.

A decisão resulta em não apoio a nenhum postulante à presidência da República. Os dirigentes argumentam que a medida reflete compromisso com a autonomia interna. “A Renovação Solidária reafirma o respeito à autonomia de seus dirigentes, parlamentares, mandatários e candidatos, assegurando a liberdade de manifestação e construção política no âmbito dos diferentes campos que hoje compõem o debate eleitoral brasileiro”, informou a federação em comunicado.

Cenário polarizado como justificativa

Os partidos que integram a federação entendem que o panorama político atual se caracteriza pelo alto grau de polarização. Nesse contexto, argumentam, a postura de independência representaria maior contribuição ao país do que alinhamento automático a qualquer candidatura.

A convenção ocorreu no último prazo permitido para que legendas realizem seus encontros nacionais, escolham postulantes aos diversos cargos eletivos e definam estratégias de coligação para o pleito.

Contexto eleitoral

A opção pela neutralidade insere-se num momento em que diversas agremiações estruturam suas candidaturas e costura de alianças. A decisão da Renovação Solidária representa alternativa às tendências de polarização que marcam a atual conjuntura eleitoral brasileira, permitindo que os diretórios estaduais reflitam realidades regionais distintas na hora de negociar alianças.

Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.