Corte expressivo na folha de pagamento

O governo do Estado do Rio de Janeiro removeu mais de 6 mil servidores comissionados em diversos órgãos da administração pública estadual. O número representa quase 43% do contingente total de 14.340 comissionados que existiam no início de março de 2026. Com a medida, estima-se uma economia de R$ 221 milhões até o encerramento do ano.

Entre os funcionários desligados estavam muitos classificados como “fantasmas” pela gestão estadual. Estes servidores nunca possuíram credenciais para acessar sistemas básicos do Estado, como o SEI. Seus registros incluíam apenas comparecimento mensal obrigatório para rubricar o controle de presença.

Até 21 de agosto, o governo tinha formalizado 6.145 exonerações enquanto efetivava 2.496 novas nomeações. O cálculo da economia considera unicamente os cargos que permanecerão vacantes, sem preenchimento.

Auditoria continuada e reestruturação administrativa

A administração sinaliza continuidade no processo de enxugamento. Novas exonerações devem ocorrer conforme auditorias em desenvolvimento no Gabinete de Segurança Institucional e na Controladoria Geral do Estado gerem seus resultados finais.

As contratações realizadas desde março priorizam servidores já vinculados ao Estado através de concurso público. Todos os nomeados, independente do nível hierárquico, passam por avaliação do Gabinete de Segurança Institucional. Os critérios adotados enfatizam preservação dos recursos financeiros públicos, eficiência operacional, transparência nas decisões e demonstração de resultados práticos.

Paralelamente, a estrutura administrativa foi compactada. O governo agora opera com 28 secretarias, queda em relação às 32 existentes quando da transição de março. A redução ocorreu mediante consolidação de pastas específicas em uma única gestão.

Contexto político

A gestão interina sob comando do desembargador Ricardo Couto iniciou-se em 23 de março de 2026, após o então governador Cláudio Castro renunciar para concorrer a uma vaga no Senado Federal. Um dia após a mudança administrativa, o Tribunal Superior Eleitoral tornou Castro inelegível, decisão reafirmada em junho pelo plenário da corte por votação de 5 a 2. Com a condenação, Castro ficou impedido de concorrer até 2030.

Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.