Reajuste afeta principais rodovias do estado
A partir desta quarta-feira, motoristas que trafegam por mais de 30 rodovias administradas por concessionárias em São Paulo enfrentarão custos maiores ao passar pelas praças de pedágio. O aumento é baseado na inflação acumulada dos últimos 12 meses, conforme indicadores oficiais.
O cálculo utiliza a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo entre junho de 2025 e maio de 2026, que chegou a 4,72%. Esse percentual segue as diretrizes previstas nos contratos de concessão firmados pelo governo estadual até 2017, de acordo com informações da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).
Histórico de reajustes e exceções
A prática de reajustar tarifas no primeiro dia de julho é tradicional em São Paulo. Desde 1998, quando o estado iniciou seu Programa de Concessões de rodovias, essa data marca o momento em que os aumentos entram em vigor nos contratos mais antigos.
Nem todas as vias do estado são afetadas pela medida desta quarta. O reajuste se restringe aos contratos das concessionárias das 1ª e 2ª fases do Programa Estadual de Concessões, além de Rodoanel Oeste, SPMAR, Tamoios e Entrevias. A última mencionada terá seu reajuste a partir de 6 de julho. Demais concessões do estado aplicam aumentos em datas diferentes ao longo do ano.
As concessões mais recentes, equipadas com o sistema Siga Fácil, funcionam sob lógica distinta. Elas utilizam pórticos eletrônicos que fazem a leitura automática da tag ou placa do veículo e cobram tarifa proporcional por trecho percorrido. Para esses contratos, os ajustes acontecem nas datas de aniversário dos respectivos acordos, não nesta quarta.
Um exemplo notável ocorre na Rota Mogiana. A praça de Jaguariúna terá redução significativa: passará de R$ 17,60 para R$ 8,80. Outras praças da mesma região também registram quedas nas tarifas.
A Rodovia dos Tamoios recebeu tratamento especial. A Artesp homologou reajuste provisório de 5,08%, pois seu contrato prevê o uso do IPCA de junho como referência. Esse índice será divulgado ao longo de julho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Após a divulgação oficial, a agência realizará novos cálculos para verificar se ajustes adicionais nas tarifas se fizerem necessários.
Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.
