Eliminação precoce marca pior desempenho em 36 anos

A campanha do Brasil na Copa do Mundo terminou mais cedo que o esperado. A derrota por 2 a 1 contra a Noruega, no domingo anterior, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, resultou na eliminação da seleção brasileira na etapa das oitavas de final. Trata-se do rendimento mais fraco desde 1990, quando a seleção também caiu nessa fase da competição. Os dois tentos adversários saíram da chuteira do atacante Erling Haaland.

Carlo Ancelotti, técnico responsável pela equipe, avaliou em coletiva de imprensa que a seleção não deveria ter perdido considerando a qualidade do desempenho apresentado. Reconheceu, porém, o calibre do elenco norueguês. Segundo o treinador, o grupo brasileiro trabalhou de forma apropriada e manteve um ambiente construtivo ao longo da competição, ainda que o esporte nem sempre recompense o esforço com sucesso.

Oportunidades criadas, mas não aproveitadas

A equipe verde e amarela gerou chances de gol durante o confronto, sem conseguir capitalizá-las em redes. Logo no primeiro tempo, com o placar zerado, a seleção teve oportunidade de aumentar a vantagem de um pênalti, cobrado pelo volante Bruno Guimarães, que não converteu. Enquanto isso, a Noruega controlou a posse de bola de forma expressiva, completando 581 passes ante apenas 291 do Brasil.

O sistema tático adotado por Ancelotti priorizava o contra-ataque, deixando o domínio do jogo para o adversário. O técnico explicou que uma pressão ofensiva alta representaria risco excessivo, especialmente porque o meia Odegaard recuava frequentemente, deixando Haaland em situação de um contra um defensivo. Durante setenta minutos, segundo o italiano, o Brasil manteve o jogo sob controle até o momento em que o atacante nórdico resolveu a partida.

Decisão sobre pênalti baseada em índices históricos

Questionado sobre a escolha de Bruno Guimarães para executar o disparo penal em vez de Vinícius Júnior, Ancelotti revelou ter consultado estatísticas de um ano de competições. Conforme análise comparativa entre rivais e jogadores do elenco, Neymar apresentava o melhor aproveitamento em cobranças dessa natureza. Em sequência apareciam Igor Thiago, Raphinha e depois o volante. O atacante Gabriel Martinelli completava a lista. A decisão, portanto, recaiu sobre quem registrava melhor desempenho entre os atletas que estavam efetivamente em campo.

Apesar da eliminação prematura, Ancelotti mantém contrato até 2030, renovado anteriormente à Copa. O técnico já volta os olhos para a próxima edição do Mundial, que será sediada em Portugal, Espanha e Marrocos. Amistosos já estão sendo articulados na Austrália, com partidas marcadas para 25 e 29 de setembro nas cidades de Townsville e Brisbane, conforme anúncio da confederação australiana. A CBF ainda não confirmou oficialmente.

O treinador encerrou sua fala reconhecendo a dificuldade emocional do momento, mas reafirmando sua confiança na estrutura da seleção. Ressaltou a existência de um núcleo sólido de jogadores jovens, aliado a atletas mais experientes que podem prosseguir no projeto, além de promessas que ainda buscarão sua oportunidade. Para Ancelotti, derrotas como essa funcionam como ponto de partida para evolução contínua.

A declaração do técnico sobre a necessidade de melhorar e a rejeição ao encerramento de um ciclo sinaliza intenção de manter continuidade no comando da seleção durante o processo de reconstrução que se inicia, com foco na próxima competição mundial daqui a quatro anos.

Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.