Chave histórica na Copa do Mundo
O Grupo I da próxima Copa do Mundo se configura como um dos confrontos mais intrigantes da competição, reunindo potências tradicionais e seleções em busca de protagonismo no cenário internacional. A fase de grupos colocará frente a frente realidades muito distintas do futebol mundial, com diferentes graus de experiência e ambição.
Favoritas e candidatas
A França chega como cabeça de chave e uma das principais candidatas ao título. Sob comando de Didier Deschamps desde 2012, os Azuis acumulam dois troféus recentes — 1998 e 2018 — e buscam um terceiro campeonato. Deschamps conquistou o Mundial como jogador em 1998, na África do Sul, e repetiu o feito como técnico em 2018, na Rússia. A seleção francesa conta com um elenco repleto de ofensividade, liderado por Kylian Mbappé. Além do craque da camisa 10, o técnico dispõe de Ousmane Dembelé e Désiré Doué, ambos do Paris Saint-Germain, e Michael Olise, do Bayern de Munique.
A Noruega retorna ao palco mundial após 28 anos de ausência, classificada com grande autoridade nas eliminatórias europeias. Os noruegueses encabeçaram seu grupo — o mesmo que eliminou a tetracampeã Itália — com oito vitórias em oito partidas. Será a quarta participação do país em Mundiais. Erling Haaland, centroavante do Manchester City, é o principal nome da seleção, que também conta com Martin Odegaard (Arsenal), Strand Larsen (Crystal Palace) e Oscar Bobb (Manchester City). O técnico Stale Solbakken, ex-jogador que defendeu a Noruega por seis anos, quer levar a equipe além das oitavas de final, melhor resultado conseguido em 1938 e 1998.
O Senegal chega como candidato credenciado, buscando sua terceira participação em Copas do Mundo. A seleção chega em alta, após vencer a Copa Africana das Nações em janeiro. Na ocasião, os Leões de Teranga derrotaram Marrocos por 1 a 0 em uma final tumultuada. Contudo, após recurso da Federação Marroquina junto à CAF, a decisão foi revertida e Marrocos foi declarado campeão. Pape Thiaw comanda a equipe desde o final de 2024 e não perdeu nenhuma partida nas eliminatórias africanas, permitindo apenas três gols. Sadio Mané, capitão e atacante de 34 anos que atua no Al-Nassr, é o destaque ofensivo da seleção. Na Copa anterior, realizada no Catar, Mané foi cortado dias antes do início do torneio devido a lesão grave sofrida enquanto defendia o Bayern de Munique.
O Iraque completa a chave como estreante inusitado. A seleção iraquiana conquistou a 48ª e última vaga do torneio após vitória sofrida contra a Bolívia (2 a 1) na repescagem intercontinental. Esta será apenas a segunda participação do país em um Mundial — a primeira e única aconteceu em 1986. Além dos desafios técnicos da preparação, a seleção enfrenta um cenário geopolítico complexo. O território iraquiano sofre bombardeios dos Estados Unidos e Israel, assim como ataques relacionados ao conflito com o Irã, dificultando a estruturação da equipe para a competição.
A combinação de candidatos tradicionais, retornantes e estreantes promete oferecer uma dinâmica única. A França segue entre as favoritas gerais, enquanto Noruega e Senegal disputam as vagas para a próxima fase. O Iraque, apesar das dificuldades externas, terá oportunidade histórica de marcar presença em um palco de dimensão global.
Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.
