A Venezuela vivenciou mais um abalo sísmico nesta sexta-feira, adicionando preocupações aos esforços de resgate ainda em andamento. O evento registrou magnitude 4,9 conforme medições do Centro Sismológico Euro-Mediterrâneo, e foi sentido em diferentes pontos da região, incluindo a capital Caracas e a cidade de Maracay, conforme confirmaram testemunhas ouvidas pela Reuters.

O novo tremor ocorre em contexto de grande tragédia. Dois dias antes, na quarta-feira, a costa norte venezuelana havia sofrido dois terremotos consecutivos de magnitudes muito superiores — 7,2 e 7,5 — que atingiram uma área aproximadamente 160 quilômetros a oeste de Caracas e provocaram devastação em larga escala.

Balanço da Tragédia

O levantamento mais recente do governo acerca da crise humanitária revela números alarmantes. O órgão executivo informou que quase mil pessoas perderam a vida, especificamente 920 vítimas fatais registradas. Outros 3.360 indivíduos sofreram ferimentos variados, enquanto 172 continuam encarcerados nos destroços de edifícios que desabaram. Mais de 50 mil personas foram reportadas como desaparecidas.

Operações de Resgate em Andamento

As equipes de salvamento trabalham contra o tempo para localizar sobreviventes entre as ruínas de construções em Caracas e adjacências. O trabalho das brigadas de resgate locais ganhou reforço de delegações internacionais e carregamentos com auxílio humanitário, que começaram a desembarcar nas zonas sinistradas quase 48 horas após os tremores principais. O Brasil já enviou recursos de ajuda através da Força Aérea Brasileira em operações de suporte à população afetada.

A situação evidencia a magnitude do impacto causado pelos dois primeiros terremotos, cujos efeitos continuam gerando desafios para autoridades e organizações de resposta a emergências. O novo tremor da tarde de sexta-feira, embora de menor intensidade, reforça a condição de fragilidade sísmica da região e adiciona incerteza aos trabalhos de resgate já complexos.

Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.