Pesquisa evidencia impacto de preconceitos na formação da autoestima

Investigação realizada na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo demonstra como representações negativas baseadas em raça comprometem a construção da identidade em mulheres negras já nos primeiros anos de vida.

O trabalho acadêmico foca especificamente na forma como esses preconceitos, quando internalizados, afetam a confiança e a autoestima das mulheres durante a infância. Os achados reforçam que a questão ultrapassa aspectos puramente sociais, incidindo diretamente sobre o desenvolvimento psicológico e emocional das meninas negras.

Contexto e implicações do estudo

A pesquisa vem do departamento de Humanidades da instituição paulista, área tradicional de estudos sobre identidade e processos sociais. O enfoque em mulheres negras alinha-se a uma trajetória crescente de pesquisas que buscam compreender como fatores estruturais, como o racismo, repercutem na formação da personalidade e na autoimagem desde tenra idade.

Os resultados do estudo contribuem para ampliar o debate sobre equidade racial e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento integral de crianças e adolescentes negras. A compreensão desses mecanismos é considerada essencial para o desenho de ações que fortaleçam a autoestima e promovam uma relação mais positiva dessas mulheres com suas próprias identidades.

Com informações da Jornal da USP. Veja a publicação original.