Milhões já renegociam débitos nos primeiros dias

Uma iniciativa federal de renegociação de débitos pessoais atingiu a marca de mais de 6 milhões de beneficiários logo no período inicial de funcionamento. Conforme comunicou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, esse número inclui famílias e indivíduos que já tiveram suas obrigações financeiras solucionadas.

Do total de contemplados, aproximadamente 4 milhões conseguiram quitar suas dívidas, revelou o gestor durante pronunciamento veiculado nesta terça-feira. Durigan esclareceu que o programa concentra esforços em devedores com pendências reduzidas: “São pessoas com dívidas pequenas de até R$ 100”, afirmou em entrevista concedida ao portal UOL.

Condições atrativas para endividados de baixa e média renda

O Novo Desenrola Brasil foi estruturado para combater inadimplência e viabilizar a recuperação de crédito, focando especialmente em cidadãos com renda até cinco salários mínimos portadores de débitos bancários atrasados. A proposta oferece modalidades significativamente mais vantajosas que as praticadas no mercado convencional.

Entre os principais recursos disponibilizados estão abatimentos de até 90% no montante devido e taxas de juros reduzidas, limitadas a aproximadamente 1,99% mensais. Os devedores podem distribuir o pagamento em até 48 parcelas. Também foi previsto o aproveitamento de recursos do FGTS para diminuir pendências e a possibilidade de “desnegativação” para quem possui débitos de pequeno porte.

Segundo o ministro, entre os devedores beneficiados nos primeiros dias, cerca de 4 milhões pessoas conseguiram remover a negativação apesar de terem pequenas dívidas de até R$ 100, enquanto 1,1 milhão realizou pagamento integral com descontos que superaram 80% em média. “Essas pessoas limparam o nome e estão novamente aptas a consumir”, destacou Durigan.

Contexto de juros elevados e perspectivas

O ministro reconheceu que as elevadas taxas de juros praticadas no país têm causado prejuízos aos cidadãos, mas argumentou que o programa auxilia a população a contornar essa realidade. Durigan atribuiu os juros altos a “desarranjos causados, em grande parte, pela guerra [dos EUA e de Israel contra o Irã]”, rejeitando a tese de que gastos governamentais seriam responsáveis. A mobilização está prevista para encerrar em 2 de agosto.

Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.