Confronto direto na capital paulista
A equipe brasileira de futebol feminino recebe as norte-americanas neste sábado à noite na Neo Química Arena, em São Paulo, dando prosseguimento aos preparativos para a Copa do Mundo de 2027 no país. O confronto está marcado para as 19h (horário de Brasília) e integra uma sequência de dois encontros entre as seleções.
Os Estados Unidos chegam como atuais campeões olímpicos e ocupam a segunda posição na classificação da entidade internacional. O retorno da seleção norte-americana a terras brasileiras marca encerramento de um período de praticamente uma década e meia sem partidas no país. Uma semana após o duelo em São Paulo, Brasil e EUA voltarão a se enfrentar na Arena Castelão, em Fortaleza, na próxima terça-feira, também a partir das 21h30.
Incertezas no elenco brasileiro
A participação da meia Marta permanece em aberto para o confronto de sábado. A atleta retornou aos trabalhos durante o treino da sexta-feira após ter sido poupada nas sessões anteriores da semana por causa de incômodo na região posterior da coxa. O técnico Arthur Elias sinalizou confiança após observá-la em ação, ressaltando que o nível de desempenho apresentado foi satisfatório, mas considerou o tempo disponível limitado para uma decisão definitiva. A avaliação do setor médico determinará sua escalação.
A meio-campista retorna ao time amarelo após uma pausa de dez meses. Seu último compromisso pela seleção ocorreu em agosto de 2025, quando a Amarelinha conquistou o título da Copa América em Quito, no Equador, através de decisão nos pênaltis contra a Colômbia (5 a 4). Na ocasião, a jogadora da camisa 10 foi fundamental na partida final.
Outro retorno de destaque é o da zagueira Rafaelle, que estava vinculada ao Orlando Pride. A defensora não vestia a Amarelinha desde a campanha que rendeu a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris. Entre as 26 convocadas por Elias, dez atletas subiram ao pódio na capital francesa.
Retrospecto recente e desafios
Desde que assumiu a direção técnica em setembro de 2023, Elias conduziu sua equipe a quatro enfrentamentos contra as rivais. Os Estados Unidos prevaleceram nas decisões de competições oficiais—ouro olímpico e título da Copa Ouro, ambos por 1 a 0. Nos dois amistosos realizados no solo norte-americano, o panorama foi distinto: a seleção visitante venceu o primeiro por 2 a 0, enquanto a Amarelinha reverteu desvantagem e triunfou por 2 a 1, resultado que encerrou uma sequência de uma década sem vitórias sobre as adversárias.
No histórico geral, a superioridade estadunidense é evidente. Em 43 confrontos realizados, o Brasil conquistou apenas quatro vitórias. A capitã Angelina reconhece esse desequilíbrio, mas ressalta o significado do último triunfo e o impacto do apoio da torcida. Segundo a atleta, o fator casa representa um desafio substantivo para as norte-americanas, que chegam ao Brasil com quatro títulos mundiais e cinco medalhas de ouro olímpico no currículo.
O duelo marca momento importante na preparação da seleção feminina para o torneio que ocorrerá em solo brasileiro, oferecendo oportunidade de avaliar o desempenho do time contra uma das potências do futebol internacional.
Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.
