Turismo e futebol se unem nas comunidades do Rio

O calendário da Copa do Mundo motivou o empreendedor social Renan Monteiro a estruturar uma proposta diferenciada de experiência turística na Rocinha e no Vidigal. Batizada de Copa na Favela, a iniciativa começa neste sábado (13) com o propósito de estimular tanto a inclusão social quanto oportunidades econômicas através do turismo.

O roteiro funciona de forma abrangente: visitantes percorrem as comunidades acompanhados de guias locais, conhecem equipamentos esportivos e assistem apresentações culturais do projeto Acorda Capoeira. Entre os atrativos está a prática de “altinha”, modalidade recreativa nascida nas praias cariocas nos anos 1950 e 1960, onde o desafio consiste em manter a bola em movimento sem auxílio das mãos.

Experiências imersivas e encontros memoráveis

Os turistas também participam de uma partida de futebol no Castelinho, área de Paula Brito na Rocinha, onde convivem com moradores e se fotografam ao lado de Josiel Dalto dos Santos, residente local conhecido por sua semelhança com o atacante Vini Jr., da seleção brasileira.

O encerramento ocorre no Mirante da Rocinha com apresentações de samba e transmissão dos jogos nacionais em telão. Conforme explicou Monteiro, “esse tour vai ocorrer todos os dias que tiver jogo do Brasil”. Os três compromissos iniciais da seleção estão programados para 13, 24 e 29 de junho.

Segundo o idealizador, o projeto já ultrapassou a marca de 40 mil visitantes mensais em edições anteriores, com perspectivas de pico em agosto quando moradores do Hemisfério Norte aproveitam férias de verão. A composição do público é diversificada: maioria de sul-americanos — argentinos, chilenos e colombianos — seguida por brasileiros, americanos, franceses e italianos.

Para Monteiro, experiências compartilhadas entre turistas e comunidade criam laços significativos e abrem caminhos para desenvolvimento local. “O esporte e a cultura têm o poder de aproximar pessoas e promover inclusão social”, resumiu o empreendedor.

Caso a seleção avance nas fases posteriores, a iniciativa ganha continuidade com eventos maiores. “No final do tour, a ideia é que tenha ali uma celebração, uma troca entre turistas e comunidade, em um grande evento”, revelou Monteiro sobre os planos contingentes.

A iniciativa representa uma das diversas estratégias de desenvolvimento social nas periferias cariocas durante o período de circulação mundial proporcionado pelo torneio.

Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.