Inovação sem burocracias tradicionais

O desafio para muitas empresas não é reconhecer que precisam inovar, mas sim encontrar o caminho certo para fazê-lo. Diante de um mercado cada vez mais orientado por dados e automatização, a Embrapii se posiciona como alternativa ágil para empresas que desejam desenvolver soluções tecnológicas com menor exposição ao risco financeiro e redução de entraves administrativos.

A instituição integra o Brasil Mais Produtivo, uma iniciativa federal que reúne órgãos como Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ABDI, BNDES, FINEP, SENAI e SEBRAE. O propósito do programa é facilitar o acesso de companhias brasileiras a instrumentos de apoio para transformação digital e inovação aplicada.

Números que comprovam o impacto

Os resultados práticos falam por si. Em apenas dois anos, o programa atendeu mais de 67 mil empresas, com ganhos médios de produtividade chegando a 28%. Além disso, houve redução significativa de desperdícios e do tempo de entrega em vários setores.

Esses indicadores refletem uma realidade nas indústrias: organizações enfrentam barreiras reais para inovar. Faltam equipes especializadas, os custos de desenvolvimento são altos, existe dificuldade em estruturar iniciativas e persiste o risco tecnológico. O Brasil Mais Produtivo foi desenhado para desmantelar essas barreiras.

A Embrapii funciona como conector. A instituição articula empresas com sua rede nacional de Unidades Embrapii, centros de pesquisa especializados em inovação aplicada e tecnologias industriais. Os projetos cobrem áreas como inteligência artificial, automação industrial, IoT, Indústria 4.0, visão computacional, eficiência energética, análise de dados e manufatura inteligente.

Velocidade como vantagem competitiva

O diferencial do modelo está na agilidade. Diferentemente de processos tradicionais de fomento que envolvem editais e múltiplos intermediários, a Embrapii trabalha com contato direto entre empresa e Unidade executora. Não há burocracia excessiva. Os custos e riscos são compartilhados entre as partes envolvidas: a companhia, a Embrapii, a unidade executora e, quando aplicável, o SEBRAE para micro e pequenas empresas.

Esse arranjo reduz drasticamente o tempo necessário para ir de um problema identificado até o início efetivo do desenvolvimento da solução. Em um contexto onde a transformação digital e a inteligência artificial avançam em velocidade acelerada, essa rapidez se torna um fator crítico para a competitividade.

A iniciativa reflete uma mudança na forma como o Brasil busca elevar a produtividade de sua base industrial. Com o suporte estruturado e menos burocrático da Embrapii, empresas de diferentes portes ganham acesso real a tecnologias que até pouco tempo eram exclusivas de grandes conglomerados. Os desdobramentos devem aparecer não apenas em métricas de ganho operacional, mas também na capacidade da indústria brasileira de competir em mercados globais cada vez mais digitalizados.

Com informações da Embrapii. Veja a publicação original.