Temporal deixa rasto de destruição e apagões na cidade
Um vendaval que começou a varrer o Rio de Janeiro na quarta-feira à noite continua causando transtornos para centenas de milhares de moradores. A Light, concessionária que distribui energia na capital, contabiliza ainda cerca de 320 mil clientes sem o fornecimento nesta quinta-feira. No auge da tempestade, o número de pessoas atingidas chegou a alcançar aproximadamente 1,1 milhão.
Os efeitos mais severos do temporal se concentraram em determinadas regiões da cidade. Segundo informações da distribuidora, os bairros de Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio foram os que sofreram as maiores consequências do vendaval.
Reconstrução da rede requer trabalho intenso
A tempestade provocou destruição significativa na infraestrutura elétrica carioca. A Light registrou a queda de 220 árvores no município, diversas delas caindo diretamente sobre as linhas de transmissão da empresa. Além disso, outros objetos foram lançados contra a fiação, provocando desligamentos e danos dispersos por toda a zona de atendimento.
Em muitos locais, a amplitude dos impactos exige reparações complexas. A concessionária precisa fazer a troca de postes danificados, consertar estruturas prejudicadas e remover árvores que caíram ou continuam pendentes sobre os fios. Para acelerar esse processo, a Light ampliou a mobilização de seus recursos operacionais, com mais de 2 mil funcionários nas ruas e o monitoramento da rede intensificado.
Conforme a empresa, as equipes prosseguem trabalhando sem parar na recomposição do sistema, direcionando seus esforços principalmente nas áreas mais críticas com objetivo de recuperar o abastecimento com rapidez. A distribuidora disponibilizou diversos canais para que clientes comuniquem problemas: o portal agenciavirtual.light.com.br, mensagens via WhatsApp no número (21) 99981-6059, aplicativo Light Clientes nas plataformas iOS e Android, telefone 0800-021-0196 e redes sociais da marca no Facebook.
Moradores enfrentam impactos do apagão
Os efeitos do temporal ultrapassam apenas a falta de energia. Ana Letícia Ribeiro, jornalista residente no bairro da Glória na zona sul, ficou sem fornecimento desde o momento em que o vendaval se iniciou e só conseguiu ir trabalhar na quinta-feira sem que o serviço tivesse sido restabelecido. Conforme ela relatou, o zelador de seu edifício informou que a previsão era que a energia retornasse por volta das 14h.
Embora a ventania tenha provocado múltiplas quedas de árvores na Rua Santa Cristina onde ela reside, sem afetar seu prédio ou apartamento, as dificuldades surgiram mesmo assim. “Passei a madrugada no escuro e sem internet. Hoje faria home office e vim para o trabalho presencial. A sorte é que eu trabalho na Glória bem perto, mas não pude trabalhar de casa. Me trouxe um prejuízo neste sentido”, contou.
A jornalista ainda avalia possíveis danos a seus equipamentos domésticos. Ela também manifestou preocupação com uma situação anterior de problemas elétricos em seu apartamento. “Na semana passada passei por uma questão séria de eletricidade no meu apartamento, então, estou com medo disso ter interferido neste problema que já venho enfrentando de curto circuito”, explicou, mencionando que um profissional já havia feito um ajuste preliminar, mas a raiz do problema ainda aguardava solução definitiva.
Na zona norte, a psicóloga Márcia Coelho, moradora do Andaraí, experimentou apagão desde as 16h30 da quarta-feira, tendo o serviço restabelecido apenas próximo às 10h da quinta-feira.
O temporal deixa em evidência a vulnerabilidade da infraestrutura elétrica da cidade frente a eventos climáticos severos, com desdobramentos que afetam não apenas o dia a dia imediato dos moradores, mas também comportam riscos a estruturas prediais e equipamentos eletrônicos de uso doméstico. A recuperação completa da rede segue em andamento.
Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.




