Estreia diante de rival difícil

A seleção brasileira começa sua busca pelo sexto título mundial neste sábado (13), a partir das 19h (horário de Brasília), enfrentando Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O confronto marca o início da participação verde e amarela no Grupo C, que também integra Escócia e Haiti, todos os jogos acontecendo nos Estados Unidos.

O adversário africano não é rival menor. Marrocos alcançou as semifinais do último Mundial, ocorrido no Catar, e ocupa a sétima colocação no ranking da Federação Internacional de Futebol, ficando apenas uma posição atrás do Brasil. No último encontro entre as equipes, em março de 2023, no Ibn Batouta Stadium em Tanger, os marroquinos saíram vitoriosos com placar de 2 a 1, com gols de Sofiane Boufal e Abdelhamid Sabiri. Casemiro marcou o único gol brasileiro na ocasião.

Historicamente, o Brasil possui excelente aproveitamento em partidas de abertura em Copas. A última derrota em um primeiro jogo remonta a 1934, quando perdeu para a Espanha por 3 a 1 na Itália. Desde então, contabiliza 17 vitórias e três empates. Na Copa anterior, no Catar, a seleção venceu a Sérvia por 2 a 0, com doblete de Richarlison.

Preparação marcada por instabilidade

O caminho até esta estreia foi repleto de turbulências. O jogo contra Marrocos, em 2023, serviu como abertura para um dos ciclos de Copa mais conturbados enfrentados pela seleção. Na sequência, Ramon Menezes — técnico do sub-20 — comandou amistosos em junho daquele ano.

A CBF aguardava a chegada de Carlo Ancelotti para meados de 2024, mas enquanto isso não ocorria, contratou Fernando Diniz, recém-campeão da Libertadores pelo Fluminense. O treinador permaneceu apenas seis jogos no comando. Três derrotas consecutivas nas eliminatórias e a renovação de Ancelotti com o Real Madrid motivaram sua demissão. A confederação então buscou Dorival Júnior, que havia conquistado a Copa do Brasil com o São Paulo em 2023, designado como técnico permanente para 2026.

Dorival também teve passagem breve. Contratado em janeiro de 2024, foi demitido em março de 2025 após goleada de 4 a 1 sofrida para a Argentina no Monumental de Buenos Aires, pelas eliminatórias. Finalmente, Carlo Ancelotti foi confirmado em 26 de maio de 2025, com o anúncio feito por Ednaldo Rodrigues e a recepção realizada por Samir Xaud, que havia assumido a presidência da CBF após afastamento de Ednaldo.

Sob comando de Ancelotti, o Brasil completou sua campanha nas eliminatórias com classificação à Copa, mas na quinta posição entre dez seleções — a pior colocação da história da seleção em uma fase de qualificação. Seu vínculo foi estendido até o Mundial de 2030.

Sete dos atletas que enfrentaram Marrocos em 2023 seguem no elenco: os goleiros Weverton e Ederson, os zagueiros Ibañez e Bremer, Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior. Eder Militão e Rodrygo, que Ancelotti planejava utilizar no torneio, integravam aquele grupo, porém se contundiram. Espera-se que Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior atuem como titulares na estreia.

Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.