Presidente segue para assembleia com agenda de reformas globais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca em Nova York neste domingo para integrar a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Durante sua participação na seção de alto nível do encontro, o líder brasileiro deve enfatizar a relevância da colaboração multilateral, estratégia central na atuação externa do país em um contexto onde os conflitos internacionais se multiplicam.
Na fala de abertura reservada ao Brasil, Lula pretende sublinhar o diálogo como instrumento essencial para dirimir controvérsias globais, além de reafirmar compromissos com o direito internacional humanitário e o princípio da soberania nacional. O discurso traçará o posicionamento brasileiro sobre as principais questões em pauta no cenário internacional.
Modernização da ONU é foco de longa data do Brasil
A reestruturação da organização internacional, em especial sua instância de segurança, figurará entre os temas centrais abordados. O Brasil há anos pressiona pela atualização da composição e do funcionamento desse órgão, questionando sua capacidade de responder adequadamente aos impasses que surgem entre nações.
Além de participações em encontros bilaterais ainda não divulgados, o presidente se reunirá com o secretário-geral António Guterres, que está nos últimos meses de sua gestão à frente da entidade. Também haverá diálogo com Zohran Mamdani, prefeito de Nova York e filiado ao Partido Democrata, no comando da cidade desde o início de 2026.
A sequência de eventos em Nova York começa com a chegada de Lula no domingo à noite. Segunda-feira será reservada para contatos bilaterais. Terça-feira de manhã, o presidente se encontrará com Guterres e posteriormente proferirá seu discurso ante a assembleia. O retorno ao Brasil ocorre no mesmo dia.
Esta marca a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral como chefe de Estado. Em seus três mandatos presidenciais, apenas em 2010 ele não compareceu.
Possibilidade de encontro com Trump permanece indefinida
O Itamaraty não confirmou expectativas de um encontro bilateral entre Lula e Donald Trump, presidente dos EUA. Nenhuma das duas administrações oficializou a agenda. Trump fala logo após Lula na assembleia, criando a possibilidade de um contato nos corredores da plenária, embora sem compromisso formal.
No ano anterior, os dois líderes tiveram breve interação quando Lula deixava o palco e Trump se preparava para sua fala. O presidente americano avaliou positivamente o contato, comentando posteriormente sobre uma “química excelente” entre ambos. Desde então, houve mais dois encontros bilaterais.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana participando de múltiplas reuniões ministeriais, incluindo encontros dos Brics, do fórum Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de sessões da Celac e do Consenso de Brasília.
Vieira presidirá dois encontros ministeriais: no dia 23, a reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, programa iniciado pelo Brasil durante sua presidência do G20; no dia 24, coordenará a sessão ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), entidade cuja presidência o Brasil exerce pelos próximos três anos, após reunião realizada em abril. Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e copresidente da aliança global, estará presente entre 21 e 23 de setembro com agendas focadas em segurança alimentar, proteção social e cooperação internacional.
Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.




