Iniciativa brasileira ganha novo apoiador na Europa
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou nesta sexta-feira (5 de junho) de uma conferência climática em Luxemburgo dedicada ao debate sobre mecanismos de financiamento ambiental. No encontro, batizado de International Climate Finance Days, Luxemburgo comunicou sua adesão ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), comprometendo-se a desembolsar 50 milhões de euros até 2030 através de seu Fundo para o Clima e Energia.
O governo luxemburguês também sinalizou que manterá, após 2030, um aporte anual permanente à iniciativa. A decisão amplia o rol de nações europeias apoiadoras do programa, que já contava com participação de Alemanha, França, Noruega, Holanda e Portugal. Indonésia também integra o grupo de contribuintes.
Mecanismo criado no Brasil busca valorizar preservação
O Fundo Florestas Tropicais para Sempre foi proposto pelo Brasil e lançado formalmente durante a COP30, realizada em Belém (PA). O mecanismo foi concebido para atribuir valor econômico às florestas tropicais que são mantidas preservadas, reconhecendo e recompensando os países que investem em sua conservação.
Vieira aproveitou a missão ao país europeu para tratar também de temas bilaterais. Reuniu-se com autoridades locais e discutiu a aplicação provisória do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, além de assuntos relativos ao desenvolvimento sustentável e relações comerciais entre os dois países.
Conforme informações do Itamaraty, os investimentos luxemburgueses no Brasil totalizam US$ 23,5 bilhões, concentrados predominantemente nos segmentos de energia e infraestrutura. Em sentido inverso, empresas brasileiras possuem investimentos de aproximadamente US$ 35 bilhões em Luxemburgo.
A visita marca um ponto histórico nas relações diplomáticas entre os países: trata-se da primeira ida de um chanceler brasileiro a Luxemburgo desde a retomada das relações diplomáticas em 1911.
O reforço das parcerias em torno do Fundo Florestas Tropicais para Sempre demonstra a centralidade das questões climáticas na agenda internacional, especialmente envolvendo nações europeias e iniciativas propostas por países em desenvolvimento. Os desdobramentos do financiamento ambiental e da implementação efetiva dos compromissos anunciados tendem a ser acompanhados nos próximos meses, particularmente na próxima Conferência das Partes da Convenção sobre Mudança Climática.
Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.
