Mais um desfalque para o elenco mineiro
O Cruzeiro feminino chega a sete desfalques causados pela mesma lesão. A zagueira Paloma Maciel, que integrava a delegação da seleção brasileira em Itu para preparação rumo à Copa do Mundo do próximo ano, retornou a Belo Horizonte nesta quinta-feira após sofrer ruptura do ligamento cruzado anterior e lesão meniscal no joelho direito durante atividade na quarta-feira.
Aos 26 anos, a defensora precisará passar por cirurgia. Seu caso se soma ao de outros seis atletas do clube que se contundiram desta forma ao longo da temporada: as laterais e zagueiras Laura Felipe e Tainara, a meia Gaby Soares, as atacantes Millene e Ravenna, além da própria Maciel. Uma oitava jogadora, a atacante Fabiola Sandoval, rompeu o ligamento em julho de 2025.
Paloma havia sido escolhida para substituir Ravenna na convocação para os treinos em Itu, onde 29 jogadoras se reúnem até sábado sob comando do técnico Arthur Elias. Dias antes, a atacante Dudinha também sofreu ruptura do ligamento cruzado do joelho direito, em 9 de junho, durante segundo amistoso entre Brasil e Estados Unidos em Fortaleza.
Investigação sobre as causas
A frequência alarmante dessas contusões no elenco celeste não passa despercebida. Durante entrevista coletiva em fins de maio, a gerente de Futebol Feminino do Cruzeiro, Luiza Parreiras, afirmou que o clube reconhece que o padrão não se trata de simples coincidência e está buscando identificar os fatores envolvidos.
“A gente tem buscado nessas últimas semanas levantar todos os dados e informações que o Cruzeiro consegue ter, pensando em tecnologia e em toda essa estrutura. A gente precisa usufruir de tudo isso para chegar a uma conclusão do que está acontecendo. É buscar informações de GPS, controle de carga, sono, ciclo menstrual, percentual de gordura, hidratação pré e pós-jogo, o trabalho psicológico que é feito e força”, explicou a dirigente.
Estudos médicos revelam que mulheres sofrem lesões de ligamento cruzado anterior entre duas e oito vezes mais do que homens. A Federação Internacional de Futebol anunciou financiamento de pesquisa junto à Universidade de Kingston, na Inglaterra, para investigar possível ligação entre essas contusões e o ciclo menstrual feminino.
O cirurgião Marco Demange, professor Livre-Docente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, esclareceu em 2023 que o ligamento funciona “como uma corda que liga o fêmur à tíbia” e que o rompimento ocorre principalmente em situações de movimento brusco, impacto ao aterrissar inadequadamente e descontrole inesperado durante esportes de contato como futebol.
O Cruzeiro ocupa a sétima posição no Campeonato Brasileiro Feminino e retorna aos gramados no dia 24 de julho, às 21h30, enfrentando o São Paulo na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. A sequência de lesões representa desafio significativo para o clube em fase delicada da competição.
Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.
