Parlamentar se afasta da legenda

Um vereador de São Paulo preso sob suspeita de participação em operação de lavagem de dinheiro vinculada ao Primeiro Comando da Capital pediu para se desligar do PT. A solicitação foi encaminhada à direção municipal da sigla no sábado, conforme comunicado do diretório partidário.

Senival Moura foi detido em operação conjunta da Polícia Civil e Ministério Público que investigava a infiltração da organização criminosa em uma empresa de transporte urbano. O vereador teria operado esquemas de movimentação de recursos ilícitos por meio da Transunião, empresa que oferece serviços de ônibus à capital paulista.

Defesa nega envolvimento

A assessoria do parlamentar repudiou a prisão com «profunda indignação» e reforçou que ele mantém «absoluta convicção» de que será demonstrada a inexistência de «qualquer conduta ilícita de sua parte» conforme as investigações avançarem. O vereador segue sob custódia enquanto o processo segue seu curso na Justiça.

No comunicado sobre o pedido de afastamento, o diretório municipal petista informou que Moura justificou a saída citando a necessidade de focar em sua defesa pessoal e evitar que os desdobramentos recentes fossem associados à organização.

O PT anunciou que encaminhará o caso à sua Comissão de Ética. Segundo a nota, o procedimento interno poderá resultar em «medidas disciplinares cabíveis, inclusive no afastamento cautelar e na eventual expulsão do filiado», garantindo-se todos os direitos processuais, contraditório e devido processo legal ao envolvido.

A legenda reiterou que sua estrutura municipal «não compactua com qualquer prática ilícita» e que os fatos devem ser investigados com rigor pelas autoridades competentes, respeitando a legislação e as proteções constitucionais.

O caso insere-se em um cenário mais amplo de investigações sobre a penetração de organizações criminosas em setores da economia urbana. Desenrolamentos subsequentes nas investigações e decisões judiciais tendem a esclarecer a extensão do suposto esquema e o envolvimento de cada investigado.

Com informações da Agência Brasil. Veja a publicação original.